Neffos X1 é um celular desconhecido tão bom quanto o Moto G5 Plus

03/10/2017

Se você conhece a marca TP-Link, provavelmente é por causa dos roteadores. Mas recentemente a empresa lançou também alguns celulares no mercado brasileiro. Os modelos lançados foram o X1 e o X1 Max. E o Olhar Digital recebeu da empresa uma versão do X1 Max para testar.

O dispositivo tem configurações intermediárias boas, como 3GB de RAM, 32GB de armazenamento com espaço para cartão microSD e processador MediaTek Helio P10. Fora isso, ele câmera traseira de 13MP e frontal de 5MP, tela LCD Full HD de 5,5 polegadas e bateria com 3000 mAh de capacidade.

Na teoria, é um dispositivo bem capaz, ainda mais considerando seu preço sugerido de R$ 1.100. E, na prática, essa impressão se confirma. O aparelho tem um custo-benefício muito bom, e oferece alguns recursos até mesmo comparáveis aos de celulares um pouco mais caros - mas não deixa de ter alguns probleminhas.

Design

Um dos primeiros aspectos impressionantes do X1 Max é a sua aparência. Ele tem um corpo inteiro de metal, que também parece bem resistente. Na parte frontal, há bordas acima e abaixo da tela: acima ficam o sensor infravermelho, o alto-falante e a câmera frontal; embaixo, três botões capacitivos. O do meio é a tradicional bolinha do Android, mas os dos lados são apenas traços: eles podem ser configurados para que um deles seja o “voltar” e o outro seja o “apps recentes” - é legal que você possa escolher qual é qual.

Na parte superior da traseira, há uma protuberância quase imperceptível na qual ficam a câmera traseira, o flash e o sensor de impressões digitais. O tamanho pequeno do sensor, inicialmente, me preocupou. Mas, surpreendentemente, ele foi um dos melhores que eu já usei: mesmo com o dedo um pouco molhado ou engordurado, ele destravava a tela todas as vezes. Nem tudo no X1 Max funciona muito bem, mas o sensor biométrico funciona perfeitamente.

Em uma das laterais, há o botão de aumentar/diminuir volume e o de destravar a tela. Eles ficam bem posicionados e facilmente ao alcance do dedão da mão direita (ao menos da minha mão, que é um pouco grande). Do lado esquerdo, há algo interessante: uma pequena alavanca semelhante à dos iPhones, que liga ou desliga o modo silencioso. Deixá-la para cima faz com que o celular não emita sons, apenas vibre. É um recurso útil, e uma primeira indicação de que a TP-Link se inspirou nos celulares da Apple para fazer o seu.

Felizmente, ao contrário da Apple, a TP-Link incluiu uma porta P2 de fones de ouvido, na parte superior do aparelho. Na parte inferior, há o microfone, outro alto-falante e o conector microUSB que é usado para carregar o aparelho e transferir dados. É um pouco negativo que a empresa não tenha optado por um conector USB-C, já que a tendência é que ele se torne cada vez mais popular. Por enquanto, pelo menos, não tem muito problema.

Software e performance

A primeira impressão que o aparelho dá por fora é positiva; ao ser ligado, porém, as coisas azedam um pouco. O Neffos X1 Max usa uma versão do Android modificada pela TP-Link que “se inspira” na iOS. Um resquício disso é o fato de que ela não tem gaveta de aplicativos: todos os apps instalados no aparelho ficam na tela inicial, em diferentes páginas. Você pode agrupá-los como quiser, mas, no caso da maioria deles, não é possível removê-los.

Aplicativos pré-instalados e que não podem ser desinstalados nunca são legais. Os apps que vem no X1 Max não são particularmente inúteis, pesados ou invasivos, pelo menos. E você sempre pode instalar um aplicativo como o Nova Launcher ou o Google Now Launcher para mudar a cara do sistema. Mas isso não muda o fato de que os apps não podem ser apagados.

Há algo, no entanto, que não é tão simples assim de se mudar: durante nosso período de teste com o X1 Max, ele apresentou algumas demoras excessivas em carregar aplicativos e trocar entre apps abertos. E, em uma ocasião, ele ficou instável e só voltou a funcionar normalmente depois de uma reinicialização.

Após a instalação do Google Now Launcher, as lentidões ficaram menos comuns e o celular não fico mais instável. O único porém foi o app de relógio: embora o relógio pré-instalado funcione bem, o relógio do Google, que eu instalei depois, não funcionou. Eu ativei apenas o alarme dele, fui dormir e perdi a hora. Pode ser um caso isolado, mas a sensação de mau funcionamento permaneceu. É muito frustrante que o dispositivo funcione pior com o software dela do que com o do Google. Se o Android foi modificado, deveria ser para oferecer uma experiência melhor, e não o contrário.

Com outro launcher instalado, pelo menos, o X1 Max oferece o tipo de performance que se espera de um dispositivo intermediário. O Antutu Benchmark coloca ele entre o Moto G5 e o Moto G5 Plus, o que provavelmente é graças aos seus 3GB de RAM. O celular não demora muito para instalar, abrir ou trocar entre aplicativos, executa até mesmo games pesados com boa qualidade. Para um uso cotidiano (jogos, WhatsApp, Uber, etc.), ele é mais do que suficiente.

Bateria

Quanto à duração da bateria, o X1 Max não decepciona, mas também não impressiona. Ele tem uma bateria de 3000 mAh que, para sua tela de 5,5 polegadas com resolução Full HD, é suficiente para garantir um dia completo de uso - mas não muito mais do que isso.

Num dia de uso relativamente intenso - com jogos, redes sociais, apps que usam o GPS e aplicativos de mensagem - o celular chega ao final da noite com uns 20% de bateria. Se, por exemplo, você sair do trabalho e emendar um happy hour até tarde da noite, a bateria do celular pode acabar antes de dar tempo de você chamar um Uber.

De qualquer maneira, não se trata exatamente de um defeito: se você sabe que ainda vai precisar do celular por mais tempo, basta usá-lo um pouco menos, ou ativar o modo de economia de energia do celular, para que ele renda um pouco mais. Por outro lado, o X1 Max perde a oportunidade de se destacar em um aspecto que mesmo celulares top de linha ainda deixam um pouco a desejar.

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